
A escolha da diretoria do Santos em mandar o jogo de ida das semifinais da Copa Libertadores da América, contra o Cerro Porteño (Paraguai), nesta quarta-feira, no Pacaembu, deixou vários torcedores e associados do clube que moram na Baixada Santista, irritados. A decisão partiu da direção do time, mediante a justificativa de público e renda maiores no estádio paulistano. No entanto, segundo Danilo, os jogadores não foram consultados sobre a mudança da Vila Belmiro para o Pacaembu.
"Não nos foi dada essa possibilidade de poder opinar sobre qual o gramado gostaríamos de jogar. Na final (do Paulistão), essa pergunta foi feita e escolhemos a Vila", afirmou o meio campista e lateral direito, deixando clara a preferência dos jogadores pelo tradicional estádio alvinegro.
Para Danilo, apesar de ter capacidade para pouco mais de 15 mil torcedores, contrastando com os 40 mil espectadores que cabem no Pacaembu, a Vila Belmiro tem um peso maior na hora de pressionar o adversário.
"Acho que o grande ponto favorável da Vila é justamente essa pressão que ela exerce sobre o adversário. É um verdadeiro caldeirão. Enquanto o Pacaembu tem mais espaço para a gente poder jogar", analisou Danilo, cometendo um equívoco com relação as dimensões dos dois gramados envolvidos na questão.
De acordo com dados oficiais, a Vila tem uma área de jogo maior em relação ao Pacaembu. No estádio da capital paulista, as medidas são de 105 x 68m. Já na Vila Belmiro, o campo de jogo tem 105,80 x 70,30 m.
O goleiro Rafael também foi indagado sobre o assunto e deu a sua opinião sobre o tema. "Vou ser bem sincero: a Vila é a nossa casa, mas temos que jogar onde preferirem. Jogar em São Paulo é importante para o clube pela renda, então temos que aceitar. O Pacaembu tem um gramado excelente e também não perdemos lá. A torcida vai lotar o estádio. Lógico que gostaríamos de jogar na Vila, mas não vai atrapalhar jogar no Pacaembu. Independentemente de onde vamos jogar, poderia até ser em Ribeirão Preto, que é mais longe, mas nós entraríamos muito motivados em razão das dificuldades que enfrentamos", concluiu.
0 comentários:
Postar um comentário