
Empresas patrocinadoras dos eventos da Fifa expressaram nesta terça-feira preocupação com os danos de imagem provocados pelas acusações de corrupção na organização que controla o futebol mundial.
Depois da Coca-Cola, a Adidas se manifestou publicamente o descontentamento com o escândalo em curso na entidade. Outros patrocinadores, como Visa e Emirates, têm procurado se manter à distância da polêmica.
"A Adidas será um patrocinador da Copa do Mundo de 2014 no Brasil. Dito isso, a tendência negativa do debate público sobre a Fifa neste momento não é boa nem para o futebol nem para a Fifa e seus parceiros", afirmou a empresa em um comunicado.
O presidente da Fifa, Joseph Blatter, negou na segunda-feira que a Fifa esteja em crise e disse que o esporte atravessa apenas "certas dificuldades".
A Coca-Cola já havia se manifestado na tarde de segunda, quando afirmou por meio de seu porta-voz que "as acusações sendo levantadas atualmente são preocupantes e ruins para o esporte". "Esperamos que a Fifa resolva essa situação de uma maneira rápida e completa", afirmou o porta-voz.
Reeleição
Blatter deve ser reeleito na quarta-feira à presidência da entidade após seu único rival na disputa, o presidente da Confederação Asiática de Futebol, Mohamed Bin Hammam, ter se retirado da disputa antes de ser suspenso pela comissão de ética da Fifa.
Na semana passada, Bin Hammam foi acusado pelo secretário-geral da Concacaf (confederação de Futebol da América do Norte, Central e do Caribe), Chuck Blazer, de ter convocado uma reunião em conjunto com o presidente da Concacaf e vice-presidente da Fifa, Jack Warner, na qual teriam oferecido dinheiro a dirigentes da entidade em troca do apoio na eleição.
Warner e dois membros da Concacaf também foram suspensos pela Fifa enquanto as alegações contra os quatro são investigadas.
Após ser acusado, Bin Hammam negou ter recebido dinheiro, mas afirmou que Blatter havia sido informado sobre a reunião com os dirigentes da Concacaf e não se opôs, o que levou o presidente da Fifa a ser convocado também a depor diante da comissão de ética da entidade. Ao contrário de Bin Hammam, porém, ele não foi suspenso.
Warner, por sua vez, levou a público um e-mail enviado a ele pelo secretário-geral da Fifa, Jerome Valcke, sugerindo que Bin Hammam havia "comprado" a Copa do Mundo de 2022 para o Catar.
Valcke alegou que apenas comentou sobre a força econômica do lobby pela candidatura do Catar, mas as acusações levantaram dúvidas sobre a lisura do processo de escolha das sedes das Copas.
O Catar derrotou as candidaturas de Austrália, Japão, Coreia do Sul e Estados Unidos. Bin Hammam foi considerado uma das figuras-chave na escolha do país como sede da Copa de 2022.
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