6 de jun. de 2011

R. Moura tenta convencer Abel a jogar com dois centroavantes

Postado por PlayFootball


Boa parte dos torcedores do Fluminense deve estar pensando na dúvida que o atacante Rafael Moura pode ter colocado na cabeça do técnico Abel Braga. Mas os dois gols do jogador na vitória do último sábado, sobre o Cruzeiro, podem surtir efeito contrário à sua vontade de jogar ao lado do amigo Fred, que está defendendo a Seleção Brasileira. Tudo porque o time também demonstrou um equilíbrio entre os setores, reforçando a opção do treinador em escalar os titulares com apenas um centroavante fixo.

"Não é fácil jogar com dois atacantes de área. Não é assim. Isso daí vamos ter que esperar para ver. Fred deve ir para a Copa América. Foi titular da Seleção. Se ele não for e ficar... Vamos ver mais para frente", disse o auxiliar-técnico Leomir.

Os números dão respaldo às palavras do auxiliar e à preferência do técnico. Juntos no ataque tricolor, Rafael Moura e Fred disputaram sete jogos, mas conquistaram apenas três vitórias. Em comparação com a classificação final do Campeonato Brasileiro do ano passado, o aproveitamento de 52% da dupla não seria suficiente para levar o Fluminense de volta à Copa Libertadores.

Por outro lado, com apenas um atacante fixo, o time conquistou 13 vitórias em 21 partidas na atual temporada. O aproveitamento de quase 70% é bem superior ao do próprio Fluminense campeão brasileiro do ano passado.

Como Rafael Moura não quer voltar para o banco de reservas quando Fred retornar da Seleção Brasileira, a esperança do atacante pode vir da parte tática. Afinal, nesse quesito, o jogador arrancou elogios de Leomir.

"Rafael participou bem do jogo. A função dele é fazer gols, e ele fez dois. Além disso, cumpriu taticamente o que foi pedido, ajudou sem a bola também, acompanhando o zagueiro deles, o Victorino", ressaltou o auxiliar.

APROVEITAMENTO RUIM COM A DUPLA

Quando atuou somente com um homem mais fixo no ataque, o Fluminense teve uma média de 1,8 gols por jogo. O desempenho ofensivo foi mantido com Fred e Rafael Moura na frente, mas o aproveitamento do time despencou. Talvez um indício de desequilíbrio dentro de campo.

A história da parceria não é tão longa, "apenas sete jogos", mas é recheada de grandes emoções. A opção tática foi usada pela primeira vez no início de fevereiro, ainda pelo Campeonato Carioca. No clássico com derrota para o Botafogo, Rafael Moura atuou ao lado do camisa 9 e marcou dois gols.

Com os dois centroavantes em alta, não era fácil colocar um deles no banco. E ficou mais difícil ainda após a vitória heroica na Libertadores sobre o Argentino Juniors, dia em que ambos marcaram.

Porém, o desempenho começou a cair e as críticas ao esquema vieram, principalmente após a eliminação da competição sul-americana para o Libertad, do Paraguai.

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