
Ao chutar três bolas em direção do Cristo Redentor, na última quinta-feira, Loco Abreu pretendia dar um "lençol" na estátua. Mas, após a terceira tentativa, seguranças do local viram a situação - que se agravou quando alguns turistas vaiaram a atitude do jogador - e chamaram a atenção do atacante, que deixou o Corcovado rapidamente. O uruguaio estava no local para gravar um comercial para a empresa aérea Pluna.
Reitor do Santuário do Cristo, o padre Omar Raposo não estava na hora e tomou conhecimento da história no relatório diário que recebe. "Fui informado que o jogador esteve lá chutando as bolas e que ele queria encobrir a imagem, passar a bola por cima. Mas, não conseguiu porque os seguranças do parque pediram para ele parar. Os turistas não gostaram e vaiaram", conta o padre.
"É um absurdo. A questão já sai do âmbito popular e jornalístico para o âmbito jurídico. É grave. Eu nunca tinha visto um caso desse, é inédito".
Nessa terça, o padre enviou um relatório descrevendo detalhes do ocorrido para o departamento jurídico da Arquidiocese, que vai avaliar se moverá alguma ação contra o jogador ou contra a agência uruguaia.
A assessoria do jogador afirma que ainda não foi contactada pelo jurídico da Arquidiocese. Além disso, os representantes de Loco afirmam que a agência pagou pelo direito de usar a imagem do Cristo e realizar a gravação. Mas, segundo o padre Omar, a negociação pode ter sido feita diretamente com o Parque Nacional da Tijuca. Entretanto, a Arquidiocese, responsável por qualquer ação na estátua, não foi avisada.
"Não tem como acharem que um cara que tem tantas manifestações católicas vai desrespeitar o Cristo. O Loco Abreu foi só um personagem da filmagem da agência. Ela que teria que responder. A intenção era apenas fazer a integração de dois países, Brasil e Uruguai", defende Flávio Dias, assessor do atacante do Botafogo.
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